:: PET-CT ::

O PET-CT é o mais preciso dos exames conhecidos hoje para detecção de câncer, doenças do coração e problemas neurológicos. De acordo com estatísticas internacionais, de cada 100 condutas estabelecidas por médicos para cuidar de um paciente com câncer, 44 são revistas após ele ser submetidos ao PET-CT.

Há três anos a tomografia por emissão de pósitrons, mais conhecida pela sigla inglesa PET-CT, começou a ser usada no Brasil. De maneira geral, funciona como outros exames: são injetadas, nas veias dos pacientes, substâncias marcadas com material radioativo, acompanhando-se em seguida as reações no organismo.

Ao ser injetado no organismo do paciente, o flúor 18 permite mapear o consumo de glicose em cada uma das partes. Como as células atingidas pelo câncer tendem a um consumo muito maior de glicose que as normais, ele logo permitirá a identificação dos focos.

O diferencial desse método é a associação de um tomógrafo computadorizado ao aparelho de medicina nuclear, o que permite a localização exata da região ou órgão que apresenta alterações na captação do radionuclídeo.

A tomografia computadorizada isolada permite identificar, por exemplo, um nódulo no pulmão. Mas para o médico ter certeza de que é benigno ou maligno, terá de abrir o paciente, retirar material e submetê-lo a análise. Através da tomografia com pósitrons, é possível saber isso sem abrir a caixa torácica.

O Hospital Samaritano do Rio de Janeiro é único do Estado a contar com esta tecnologia.

Com o PET-CT também é possível avaliar melhor se tratamentos quimioterápicos ou cirúrgicos deram resultados, porque ele pode demonstrar a presença de metástases e se a atividade cancerígena desapareceu ou diminuiu com o tratamento.

No campo da investigação diagnóstica a máquina tem aplicações na área de cardiologia e neurologia. O equipamento é capaz de registrar, por exemplo, o metabolismo de qualquer região do cérebro, permitindo traçar prognósticos precisos e observar a função cerebral nos mínimos detalhes, desde o ato de falar e o de pensar.

Além disso, os cardiologistas podem avaliar se existem regiões de músculo cardíaco viável em corações que sofreram infartos anteriormente.

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